Pare alguns segundos e pense nas pessoas com as quais você mais convive: seus colegas de trabalho, seus amigos, seus familiares. Agora, pense: quantos deles são católicos? Todos eles? Então, quantos deles frequentam a missa semanalmente, confessam-se com frequência e acreditam na presença real de Cristo na Santíssima Eucaristia?
Bom, talvez você tenha chegado a um número próximo a zero ou até mesmo ao zero. Esta é a nossa atual circunstância: 51% da população brasileira denomina-se católica (segundo dados de 2022 do Datafolha), enquanto 8% afirma frequentar a missa semanalmente (segundo dados do Center for Applied Research in the Apostolate – CARA). Há, ainda, outra pesquisa feita nos Estados Unidos a qual aponta que 69% da sua população católica não crê na presença real de Cristo na Eucaristia.
Tais dados apontam a qualidade da fé vivida pela maior parte dos católicos no Brasil e no mundo todo. Sabemos que o culto semanal a Nosso Senhor Jesus Cristo, na Santa Missa, é o ato mais importante e central na vida do católico e tem sido altamente negligenciado, infelizmente.
A pergunta que fica é: por que chegamos a esse ponto? Bom, os motivos são inúmeros, mas, sem dúvida alguma, podemos afirmar que a falta de compreensão do que de fato é a Santa Missa faz com que esta seja desvalorizada. Pela boca do profeta o Espírito já afirmou: “… porque meu povo se perde por falta de conhecimento…”. (Os 4,6)
E os problemas se amontoam cada vez mais. É a tia “católica” que “se confessa para Deus”; é o primo “católico” que já está no grau 33 da Maçonaria; é o colega de serviço “católico” que vai à missa, porém, vai também “ali tomar um passe para tirar o olho gordo”; é a amiga “católica” que não sai de casa sem a sua pimentinha da sorte. Enfim, são inúmeras realidades pagãs as quais foram normalizadas e recepcionadas pelos que se dizem católicos na atualidade.
Mais uma vez, percebemos quão falhas foram as nossas catequeses. A Maçonaria, o Espiritismo e a Nova Era deveriam ser claramente reconhecidos como contrários ao que prega a doutrina católica e prontamente rechaçados pelos seus adeptos, mas não é isso o que ocorre.
Essa é a realidade com que nós, membros do Instituto Cultural Santa Zélia e São Luís Martin (assim como qualquer católico atento em qualquer região do Brasil), nos deparamos. Em 2020, nós, até então, um grupo de cinco amigos, reunimo-nos numa tarde chuvosa de janeiro, e conversamos sobre as inquietações que enfrentávamos diante do cenário que nos era imposto em nossas paróquias e em outras realidades do cotidiano, como na universidade e no trabalho. A partir dessa conversa, surgiu um evento: “A Santidade na
Vocação Laical”.
E desde então, não deixamos de nos encontrar semanalmente para estudar temas relativos à Fé Católica, à boa cultura, à política e à filosofia.
O tempo passou, o grupo aumentou e percebemos que não bastava ficarmos fechados em nós mesmos: NÃO! Era necessário expandir os horizontes, cruzar novas águas e navegar mar adentro.
Foi assim que, em 2023, fundamos a Escola Mar Adentro: um ambiente onde se pudesse estudar mais minuciosa, profunda e genuinamente a doutrina católica. Com um cronograma de 12 aulas, buscamos abordar temas como: o motivo da nossa existência nesta Terra, quem é Jesus Cristo, a fundação da Igreja Católica, os Sete Sacramentos, a Santa Missa e outros temas de fundamental importância para a formação de todos.
Dada a satisfação e aproveitamento dos alunos, além da grande relevância da temática, criamos o módulo II, dedicado exclusivamente à Virgem Maria.
Entendendo a importância da continuidade de nossos trabalhos, repetimos os módulos no ano de 2024 e criamos um terceiro para um estudo mais profundo acerca da Liturgia e um quarto a respeito da Doutrina Social da Igreja Católica.
Ademais, sabendo da seriedade da nossa Escola, criamos este site para uma melhor organização dos nossos conteúdos e, sobretudo, para um maior alcance de almas, com a graça de Deus, da Virgem Maria e de nossos santos padroeiros: Santa Zélia e São Luís Martin.
Agora, volto-me a você, caro leitor: e você? Frequenta a Santa Missa aos domingos? Sabe o que ela significa? Espero que você não esteja no grau 33 da Maçonaria, nem que “vá ali tomar um passe”, nem que saia com a sua pimentinha da sorte. A propósito, você sabe argumentar com seus amigos e familiares sobre a incompatibilidade dessas práticas com a fé católica?
São Pedro ordena, no capítulo três, versículo 15, de sua primeira carta, que estejamos sempre prontos a dar, para nossa defesa, a todo aquele que nos pedir, a razão de nossa esperança.
Este é um dos nossos objetivos: dar ao menos parte dos alicerces que fundamentam a nossa esperança. Além de, claro, colaborar para que você cresça em conhecimento e, consequentemente, em fé e amor.
Não podemos nos esquecer de que a fé é a adesão da razão às verdades reveladas por Deus, ou seja, das revelações feitas por meio da sua criação, da vinda de seu Filho e do que ensina a Santa Igreja. Por isso, é necessário crescer em conhecimento para também crescer em fé.
E por fim, lembremos que o conhecimento também nos ajuda a crescer em amor porque, como afirma Santo Agostinho: “Só se ama aquilo que se conhece”.
Venha navegar mar adentro (ou seria site adentro?) conosco e prepare-se para amar cada dia mais a Santa Igreja e dar as razões da sua esperança a quem lhe pedir!
“Dantes, como os conhecimentos humanos – a ciência – eram muito limitados, parecia bem possível que um só homem sábio pudesse fazer a defesa e a apologia da nossa santa Fé. Hoje, com a extensão e a intensidade da ciência moderna, é preciso que os apologistas dividam entre si o trabalho, para defenderem cientificamente a Igreja em todos os campos.
– Tu… não podes furtar-te a essa obrigação.” (Caminho, 338)